O Top 100 é um termômetro de hype da NFL e precisa ser encarado com mais leveza pelos torcedores e analistas
Todo ano a NFL divulga a lista dos seus 100 melhores jogadores de acordo com a avaliação dos próprios jogadores e, todo ano, os fãs e analistas se revoltam com as omissões e com os erros que os jogadores comentam. Mas de que adianta se revoltar contra um ranking como esse se todos os rankings são arbitrários?
30/07/2020 11h59 - por Marcelisco
Chega no meio do ano e a expectativa para o começo dos training camps e da pré-temporada já tá lá em cima, quando a NFL começa a soltar, geralmente a conta-gotas, a lista dos 100 melhores jogadores da liga na temporada de acordo com uma eleição dos próprios jogados. Inevitavelmente, o público se revolta com alguma inclusão injusta, alguma omissão imperdoável ou algum erro aparentemente grotesco cometido por aqueles que tem uma visão bem próxima do jogo.

Mas de que adianta ficar revoltado com estes erros?

Não existe a menor possibilidade de um ranking elaborado por qualquer pessoa ser recebido por unanimidade entre os círculos de especialistas e fãs. Um dos motivos é o fetiche que tanto analista profissional quanto fã da bola oval tem de querer mostrar que sabe mais do que outra pessoa ou simplesmente de que conhece o jogo melhor do que os outros. Apontar o erro dos outros em um ranking de melhores e piores virou uma oportunidade facílima para se provar como conhecedor e, pior, como MAIS conhecedor.

Pra quê?

Todo ranking é arbitrário. Se eu decidir listar os meus 100 jogadores preferidos da NFL eu vou usar as minhas preferências para julgar jogadores de posições diferentes em um ranking único. Sem sombra de dúvidas, alguém vai vir falar que o ranking está errado, porque não há consenso sobre este tipo de análise e nem deveria haver. A graça de acompanhar esportes é essa.

Nosso comportamento ao consumir um conteúdo como o do Top 100 deveria ser de leveza, de aprendizado e de análise de argumentos. Não concordou? Por quê? Tá ótimo.

E daí que o Lamar Jackson ficou em primeiro e não o Patrick Mahomes? Mesmo o quarterback dos Chiefs sendo o atual MVP e campeão do Super Bowl, Jackson teve uma temporada fenomenal e eletrizante, é natural que seus companheiros de profissão comprem seu hype.

Ai, mas o Josh Allen dos Bills tá alto demais e ele não é melhor que jogadores como Frank Clark, Darius Slay e Lavonte David. Sim, mas ele mostrou evolução e causou um impacto na liga a ponto de chamar a atenção dos demais jogadores. Pra não falar que é quarterback, que continua sendo a posição mais importante do esporte. Ele é melhor que os três? Não é. Preciso ficar louco a respeito? Também não.

Eu não vou sair por aí reclamando que, de novo, o safety Harrison Smith não tá na altura que merece, porque já estou feliz de os demais jogadores reconhecerem seu talento a ponto de colocá-lo na lista e fazerem observações a respeito de seu jogo em um vídeo muito bom:
 


Meu ponto aqui é que devemos ser felizes e curtir esportes em geral de maneira leve e consciente. Não é deixar de criticar, mas é entender que as pessoas pensam diferente, entender que cada um tem o seu critério mas que, principalmente, o Top 100 é um termômetro da hype dos jogadores entre os próprios jogadores e isso é muito interessante de observar por si só.

Quem julga algum jogador diferente de você não é pior, não é burro, não é um poser e nem alguém que quer aparecer. Quem julga algum jogador diferente de você o faz por usar outros critérios. Apenas. Se você respeitar os critérios da pessoa a ponto de debater com ela a posição, melhor. Se você não respeitar, não há motivo para diminuí-la e nem atacá-la.

Não há troféu para o melhor fã de NFL. Mas, se tivesse, ele não iria para quem rebaixa os outros de maneira prepotente.
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