Já não é fácil ser running back e o timing conseguiu atrapalhar ainda mais as negociações para Derrick Henry
O líder da temporada 2019 de jardas terrestres e uma das principais peças do Tennessee Titans deu um azar enorme com a hora de negociar a renovação contratual com seu time
14/07/2020 19h30 - por Marcelisco
Em 2019, Derrick Henry correu 1.540 jardas, recebeu outras 206 e anotou um total de 18 touchdowns, só na temporada regular. Seu estilo violento de correr foi parte fundamental para a campanha nos playoffs do maior azarão a chegar a uma final de conferência em muito tempo (o cabeça de chave #6 não chegava na final de conferência desde que os Packers o fizeram na temporada 2010).

Muito importante, muito bonito, mas e aí? Se chegou a hora de pagar o corredor, por que o Tennessee Titans não paga o corredor? A resposta é simples, mas tem ainda mais nuances que o argumento mais óbvio de que não faz sentido pagar muito dinheiro para running backs.

Em um esporte violento e desgastante como o futebol americano, os running backs estão certamente no topo das carreiras mais curtas e dos jogadores mais sujeitos à lesão ou queda de produtividade por idade. Neste sentido, há um argumento bem embasado de que não é um bom investimento para os times pagar muito por jogadores que, muito provavelmente, já tiveram seus melhores anos na liga.

Só isso já ia ditar bem a negociação de Henry e dos Titans, mas ainda havia esperança e Henry poderia muito bem aparecer com os recentes contratos de Ezekiel Elliott com os Cowboys e Christian McCaffrey com os Panthers.

Foi aí que o time decidiu aplicar a franchise tag no jogador, mecanismo contratual através do qual o jogador não pode negociar com nenhum outro time e fica obrigado jogar mais um ano pelo time onde está. A compensação está no relativamente alto valor pago pelo vínculo de curto prazo, uma média dos cinco maiores salários da posição. Este ano, Henry deve receber 10,27 milhões de dólares.

Com o prazo para a assinatura da franchise tag chegando, amanhã à tarde. muito se discutiu sobre as possibilidades de alguns jogadores que, como Henry, receberam a designação (lembrando que é um máximo de uma por time por temporada) conseguirem evitar o mecanismo e negociar um contrato de longo termo. Chris Jones, defensive tackle do Kansas City Chiefs, foi o único até aqui que conseguiu evitar a tag e deve acabar sendo só ele mesmo. Mas Henry é um que, além da negociação habitual, sofre demais com o timing.

De acordo com o insider Field Yates, da ESPN, o mercado de jogadores de sua posição potencialmente livres no mercado do ano que vem inclui nomes como Dalvin Cook (Vikings), Alvin Kamara (Saints), Aaron Jones (Packers), Joe Mixon (Bengals), Kenyan Drake (Cardinals), Todd Gurley (Falcons), Leonard Fournette (Jaguars), James Conner (Steelers), Matt Breida (Dolphins), Philip Lindsay (Broncos) e Kareem Hunt (Browns).

Não bastasse toda essa concorrência de veteranos, a classe de running backs universitários do ano que vem também promete, liderada por nomes como Travis Etienne, da Universidade de Clemson e Najee Harris, da Univeridade de Alabama.

Já não é fácil ser running back na liga na hora de negociar contrato, mas questão do momento conseguiu estragar o que já não era fácil para o herói dos playoffs dos Titans na temporada passada.




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